Category Archives: rascunhos

relações humanas

Precisamos reatar nossa ligação com as pessoas.

Precisamos parar a máquina desse sistema, ou faze-la retornar a algum ponto não muito distante. Quando a rotina ainda não nos impelia a viver com pressa, na agitação da produção, do trânsito, das pessoas.

Quando pensar racionalmente significava pensar nas conseqüências dos nossos atos e seguir nossa consciência ao invés de ignorá-la. E quando a preocupação pela própria sobrevivência ainda não era muito maior do que pela sobrevivência de um planeta.

Fechamos os olhos para o amanhã, porque vivemos no hoje. E hoje, bem ou mal, ainda respiramos, temos água e comida, o lixeiro ainda vem à nossa porta esvaziar todo o lixo que produzimos. Nos enganamos e dormimos tranqüilos.

Mas estamos nos desconectando pouco a pouco. Nos nossos relacionamentos, cada vez mais virtuais, nas nossas rotinas, cada vez menos afetuosas. Quando começamos a esquecer a importância do ambiente em que vivemos, começamos também a esquecer quem somos, parte integrante de um grande ecossistema.

Não encontraremos o equilíbrio em nossas vidas enquanto não incluirmos o fator “verde” em nossa lista de relacionamentos. Os maiores gênios do mundo, os que encontraram grandes respostas para suas vidas e ficaram para a posteridade, foram também aqueles que souberam enxergar a natureza e viver de maneira harmônica, compreendendo as suas sutilezas. Da Vinci, Gaudí, pequenos exemplos de grandes homens que entenderam o que está ao seu redor e transformaram em obra de arte.

Se nossa sociedade não sobrevive sem um sistema econômico, tampouco sobreviverá sem um sistema ecológico sadio. Mas quem disse que ambos não podem sobreviver juntos?

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oficina de sustentabilidade

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Cuidar.
Foi essa a principal lição que os 31 participantes da oficina aprenderam. Cuidar dos outros, do planeta, mas também do lucro. Lucro? Sim, pois afinal, vivemos em uma sociedade capitalista, e um projeto insustentável economicamente, não poderá seguir em frente.

Aprendemos que equilíbrio é uma outra palavra-chave. O equilíbrio entre os 3 P’s do Triple Bottom Line, base do conceito de desenvolvimento sustentável: PEOPLE (pessoas), PLANET, (planeta) PROFIT (lucro). Que é necessário garantir a qualidade de vida dos seres humanos hoje, conservando os recursos do meio-ambiente de uma maneira viável economicamente para que haja um amanhã. Resumindo, “não é preciso abrir mão do econômico, mas incluir e integrar as dimensões sociais e ambientais em todas as decisões de negócio”.

Descobrimos os nossos erros. A conseqüência dos nossos atos de consumo exacerbados, da nossa responsabilidade nas nossas escolhas e nos nossos hábitos. Pois vivemos em um sistema orgânico e estamos todos inter-ligados. E o nosso crescimento (econômico), não significa nosso desenvolvimento (social e humano).

E assim, falamos de soluções. De como pequenos atos fazem a diferença, por mais ingênuo que isso possa parecer. Que embora governo e iniciativa privada tenham um grande papel nessa mudança, nós não podemos mais delegar as nossas responsabilidades em tornar o mundo um pouco melhor.

O Banco Real já iniciou a parte dele, compartilhando informações, refletindo novas atitudes e engajando-se. Agora chegou a nossa vez… O Banco continuará oferecendo essas oficinas de sustentabilidade para todo o público. Inscreva-se e participe.

Obs.: Não quis fazer desse texto uma propaganda ao Banco, incluindo o Espaço Real de Práticas em Sustentabilidade, do qual essa oficina de que participei faz parte. Mas recomendo acessar o site deles e dar uma olhada em todos os projetos nos quais eles estão envolvidos. Estou quase mudando o meu banco…

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leve pro planeta

leve uma bolsa pra acompanhar a sua jornada

pra colecionar lembrança
pra carregar presente
pra salvar futuro

pra não esquecer

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desplastifique-se

Você vai ao supermercado fazer as suas comprinhas. Quantas sacolas você usa? Se for uma compra pra uma semana, talvez 5. Então multiplique por 2, porque aposto que você não confia no plástico do saquinho e usa um dentro do outro.

E talvez depois você pare pra comprar mais alguma besteirinha, e não importa o tamanho da besteirinha, você sempre ganha uma sacola plástica de brinde. Pode ser um cd, uma bolacha, um brinco… quando você vê, já formou aquela montanha de sacolinhas de plástico em casa. Algumas delas ficam no lixo da cozinha, do banheiro, do quarto… mas e o resto?

Agora imagine uma outra cena. Você carregando uma sacola retornável. Essas de pano ou de feira, das antigas. E se você colocasse todas as suas compras dentro de uma ou duas sacolas dessas. E se toda vez que você saísse de casa, você carregasse uma sacola dessas? Dentro do carro, da sua bolsa…

Talvez  um pequeno gesto como esse não mude muita coisa. Mas é a partir de uma mudança que se cria uma nova atitude. E é a partir daí que surgem novas cabeças pra espalhar a idéia, novas vozes pra exigir uma mudança, novas mãos pra construir um novo mundo…

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design sustentável

O compromisso é transformar ameaças globais em oportunidades de negócios, buscar soluções mais adequadas que atinjam metas de crescimento econômico e o desafio é que, além de eco-eficientes, sejam mais baratos, para atender também clientes de menor poder aquisitivo.”
(Christian Ullmann em Sustentabilidade – Um Fator Competitivo)

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Lá no mundo desenvolvido, onde a conversa sobre sustentabilidade já está muito mais avançada, estão pipocando projetos social e ambientalmente conscientes.

A Three Trees Don’t Make a Forest é formada por 3 designers que se juntaram pra ajudar o design e a publicidade a repensar o consumo e criar novas formas de ser sustentável. Uma delas têm até um site bem bacana que dá dicas muito úteis de como ser um designer ecologicamente correto, desde a escolha do papel até as especificações de impressão.

O Design Can Change é outra organização que também fala sobre o poder do designer na toma de decisões e no seu papel fundamental na mudança para um mercado mais consciente e ensina o que ele pode fazer para contribuir.

E seguem aqui alguns trabalhos feitos por algumas agências que fizeram belíssimos pensando no impacto ambiental:

At This Rate, da Studio8 Design
Green, Who Cares?, da Composite
Ten Ways Design Can Combate Climate Change, da thomas matthews

Será que a gente chega lá?

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obrigado, não!

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Diante da tragédia vivida pelo meio-ambiente, muitos governos apoiados pela população tomaram uma atitude e baniram a distribuição das sacolas plásticas ou passaram a incluir uma taxa para isso.

A Irlanda foi uma das primeiras, quando em 2002 decidiu cobrar uma taxa de 22% sobre cada sacola plástica, levendo a uma redução de 95% em seu uso. Outros 23 países no mundo todo, decidiram banir, taxar ou restringir o seu uso. O caso mais recente foi o do maior país do mundo. Na China, será proibido oferecer sacolas plásticas de graça a partir de junho. A população será encorajada a utilizar bolsas de pano ou cestas para carregarem suas compras.

Já estava na hora. Estima-se que 1,3 bilhão de chineses utilizam 3 bilhões de sacolas por dia (um americano levaria um ano para usar o que um chinês usa em duas semanas)! Assim, só podemos comemorar a iniciativa e torcer para que essas iniciativas se espalhem.

No Brasil, o Espírito Santo já se tornou o primeiro estado a aprovar uma lei que obriga o uso do plástico bio-degradável. E no sul, algumas boas idéias estão começando a surgir … Vamo torcer!

Fonte:
Saving our planet; one bag at a time
Worldwatch | Good Stuff?
TreeHugger

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todo plástico que vive aqui

De acordo com a Algalita Marine Research Foundation, o mundo produz hoje 200 milhões de toneladas de plástico ao ano e apenas 3.5% disso tudo é reciclado. Considerando que ele começou a ser produzido em longa escala a partir da década de 50, são verdadeiros oceanos de petróleo poluindo aterros, ruas, praias e ilhas até hoje, já que ele demora no mínimo 400 anos para se decompor.

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Mas além do evidente problema estético, quais são os verdadeiros malefícios de estarmos vivendo em um mundo quase totalmente plástico?

Nos lixões

O plástico é feito a partir de resinas (polímeros), geralmente sintéticas e derivadas de petróleo. Depositados em aterros, eles criam camadas impermeáveis que prejudicam o processo de decomposição de materiais biologicamente degradáveis e na compactação de outros detritos. O seu processo de degração que demora séculos ainda o converte em gás carbônico, que aumenta o aquecimento global.

No corpo humano

Além disso, recentes estudos já dizem que os plastificadores, que conferem flexibilidade ao plástico, podem ser carcinógenos. A própria Organização Mundial de Pesquisas do Câncer (The World Health Organization’s International Agency for Research on Cancer) já revelou que o químico usado no conhecido PVC é um elemento carcinógeno.

Nos oceanos

Terrorismo a parte, um fato inegável é o dano causado pelo plástico nadando nos mares e oceanos do planeta. Estima-se que 50% de todo o lixo marinho é feito de plástico varrido pelo vento ou pela chuva das cidades para o mar. Em locais inóspitos como no norte do Oceano Pacífico, o que se vê são milhas e milhas de tecido artificial (seis vezes a quantidade de plâncton ) que ainda ficarão por lá até as próximas gerações, poluindo a água e matando os seres marinhos

Soluções?

Aguardem os próximos capítulos…


Fonte:

Facts Plastic Bag Free Modbury
Plastic bags are killing us
Best Life Magazine | Our oceans are turning into plastic… are we?
Reciclagem.Net

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