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Vegetarianismo e aquecimento global

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Cada um tem sua própria razão para ter se tornado vegetariano. Desde razões de saúde, defesa no direito animal, até questões religiosas. Pois o fator ambiental tem sido um dos principais para fazer muitos repensarem seus hábitos e contribuírem para a onda verde.

Mas o que o consumo de carne tem a ver com o aquecimento global? Pois bem, a criação de gado é responsável por quase um quinto das emissões de gases do efeito estufa e mesmo com toda a onda do vegetarianismo, a FAO (Food and Agriculture Organisation) estima que a produção mundial de carne e produtos lácteos vai mais do que dobrar nos próximos 40 anos.

Além disso, a criação de animais é uma forma muito ineficiente de produzir alimentos. Comprando, é necessário cerca de 7 quilos de grama para gerar 1 quilo de bife, 4 kilos de ração para um quilo de carne de porco, e mais, um oitavo de toda a água do mundo e um terço de toda a terra utilizável para plantio é destinada à produção de alimentos para a pecuária.

E a voracidade dessa indústria apenas cresce, já que áreas inteiras de florestas tropicais continuam a ser destruídas para atender à demanda do consumo de carne. No Brasil, estima-se que uma área equivalente ao Estado de Minas Gerais foi desmatada para alimentar o gado.

Estudos recentes da Sociedade Vegetariana do Reino Unido indicam que uma pessoa vivendo sob dieta vegetariana necessita de menos da metade de área de cultivo do que alguém que vive em uma dieta normal.

Se você acha difícil parar de vez de comer carne, tente diminuir o consumo, ao invés de todos os dias, tente comer apenas 3 vezes por semana. A sua saúde e a natureza agradecem…

Fonte:
The Guardian | Pledge to eat less meat
Época| Parar de comer carne pode salvar a Amazônia?

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todo plástico que vive aqui

De acordo com a Algalita Marine Research Foundation, o mundo produz hoje 200 milhões de toneladas de plástico ao ano e apenas 3.5% disso tudo é reciclado. Considerando que ele começou a ser produzido em longa escala a partir da década de 50, são verdadeiros oceanos de petróleo poluindo aterros, ruas, praias e ilhas até hoje, já que ele demora no mínimo 400 anos para se decompor.

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Mas além do evidente problema estético, quais são os verdadeiros malefícios de estarmos vivendo em um mundo quase totalmente plástico?

Nos lixões

O plástico é feito a partir de resinas (polímeros), geralmente sintéticas e derivadas de petróleo. Depositados em aterros, eles criam camadas impermeáveis que prejudicam o processo de decomposição de materiais biologicamente degradáveis e na compactação de outros detritos. O seu processo de degração que demora séculos ainda o converte em gás carbônico, que aumenta o aquecimento global.

No corpo humano

Além disso, recentes estudos já dizem que os plastificadores, que conferem flexibilidade ao plástico, podem ser carcinógenos. A própria Organização Mundial de Pesquisas do Câncer (The World Health Organization’s International Agency for Research on Cancer) já revelou que o químico usado no conhecido PVC é um elemento carcinógeno.

Nos oceanos

Terrorismo a parte, um fato inegável é o dano causado pelo plástico nadando nos mares e oceanos do planeta. Estima-se que 50% de todo o lixo marinho é feito de plástico varrido pelo vento ou pela chuva das cidades para o mar. Em locais inóspitos como no norte do Oceano Pacífico, o que se vê são milhas e milhas de tecido artificial (seis vezes a quantidade de plâncton ) que ainda ficarão por lá até as próximas gerações, poluindo a água e matando os seres marinhos

Soluções?

Aguardem os próximos capítulos…


Fonte:

Facts Plastic Bag Free Modbury
Plastic bags are killing us
Best Life Magazine | Our oceans are turning into plastic… are we?
Reciclagem.Net

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matemática

No Brasil, mais de um bilhão de sacos plásticos são distribuídos pelos supermercados mensalmente. São 66 sacos plásticos para cada brasileiro por mês. No Reino Unido, são 14. E isso porque eles não adotaram a política de banir a distribuição delas como em muitos outros países.

Considerando que em São Paulo, 18% do lixo é de sacos plásticos e apenas 1% disso é reciclado, segundo a Secretaria Estadual do Meio Ambiente de São Paulo, começo a imaginar pra onde isso tudo vai…

Em Porto Alegre, lançaram uma campanha que incentiva as empresas a comprar lotes de sacolas de algodão orgânico personalizadas com suas marcas. Cada uma vai custar R$ 12 – o equivalente ao preço de 100 sacolas plásticas (impressas), mas considerando que uma sacola ecológica pode durar até 3 anos, são mais de 9500 sacolinhas a menos por pessoa!

Está na hora de fazer alguma coisa…

Fonte:
Revista Amanhã
FUNVERDE
Sacolas Plásticas

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