Monthly Archives: Fevereiro 2008

banco de alimentos

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Como o Jabor mesmo disse e eu repito aqui, não é a natureza que precisa ser salva, somos nós. Não foi só o clima da Terra que mudou, não é só ela que adoece…

Gente passando fome, vivendo no lixo, ficando doente, sozinha… e eu fico me perguntando se existe uma solução para isso. Na praça ao lado da minha casa, a quantidade apenas cresce e me incomoda como eles se tornam familiares à mim a medida que os dias passam. Como se torna natural a presença dessas pessoas vivendo na rua, como se fosse normal…

Pois se não podemos mudar o mundo sozinho, temos que unir forças. E uma das organizações bacanas que conheci é a Banco de Alimentos, cujo principal objetivo é minimizar os efeitos da fome combatendo o desperdício de comida.

Além de “dar o peixe”, eles também “ensinam a pescar”, dando informação e orientação a quem precisa, através de ações educativas como palestras, workshops, etc, eles ensinam as diversas instituições que recebem as doações de alimentos a aproveitá-los integralmente, evitando sobras e elaborando cardápios específicos.

No dia 19 de março, vai rolar um evento beneficente pra ajudar a ONG a comprar um novo veículo. Quem puder, contribua, ajude… pois como eu ouvi hoje e não consigo esquecer: “Não há felicidade se não for compartilhada…”

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relações humanas

Precisamos reatar nossa ligação com as pessoas.

Precisamos parar a máquina desse sistema, ou faze-la retornar a algum ponto não muito distante. Quando a rotina ainda não nos impelia a viver com pressa, na agitação da produção, do trânsito, das pessoas.

Quando pensar racionalmente significava pensar nas conseqüências dos nossos atos e seguir nossa consciência ao invés de ignorá-la. E quando a preocupação pela própria sobrevivência ainda não era muito maior do que pela sobrevivência de um planeta.

Fechamos os olhos para o amanhã, porque vivemos no hoje. E hoje, bem ou mal, ainda respiramos, temos água e comida, o lixeiro ainda vem à nossa porta esvaziar todo o lixo que produzimos. Nos enganamos e dormimos tranqüilos.

Mas estamos nos desconectando pouco a pouco. Nos nossos relacionamentos, cada vez mais virtuais, nas nossas rotinas, cada vez menos afetuosas. Quando começamos a esquecer a importância do ambiente em que vivemos, começamos também a esquecer quem somos, parte integrante de um grande ecossistema.

Não encontraremos o equilíbrio em nossas vidas enquanto não incluirmos o fator “verde” em nossa lista de relacionamentos. Os maiores gênios do mundo, os que encontraram grandes respostas para suas vidas e ficaram para a posteridade, foram também aqueles que souberam enxergar a natureza e viver de maneira harmônica, compreendendo as suas sutilezas. Da Vinci, Gaudí, pequenos exemplos de grandes homens que entenderam o que está ao seu redor e transformaram em obra de arte.

Se nossa sociedade não sobrevive sem um sistema econômico, tampouco sobreviverá sem um sistema ecológico sadio. Mas quem disse que ambos não podem sobreviver juntos?

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faça a sua parte

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A partir de hoje faço parte do blog colaborativo, Faça a sua parte. Ele já estava na minha listinha da leitura diária, de modo que fiquei bem feliz de me juntar a eles.

Para comemorar, vou participar do meme das 3 atitudes ecoconscientes, com as minhas 3 ações favoritas:

1. Recusar sacolas plásticas em lojas e supermercados e andar sempre com a minha retornável guardada na bolsa. Além de, humildemente, tentar espalhar os malefícios do material plástico no ambiente.

2. Pratico o vegetarianismo como uma das maneiras de ajudar a conter o aquecimento global e o uso extrativista dos nossos recursos. (Mais informações: aqui, aqui e aqui)

3. Economizo energia elétrica através de simples ações como: desligar todos os aparelhos que não estão sendo utilizados, trocar as lâmpadas de casa pelas econômicas, utilizar as escadas ao invés do elevador, etc.

E você, o que faz?

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oficina de sustentabilidade

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Cuidar.
Foi essa a principal lição que os 31 participantes da oficina aprenderam. Cuidar dos outros, do planeta, mas também do lucro. Lucro? Sim, pois afinal, vivemos em uma sociedade capitalista, e um projeto insustentável economicamente, não poderá seguir em frente.

Aprendemos que equilíbrio é uma outra palavra-chave. O equilíbrio entre os 3 P’s do Triple Bottom Line, base do conceito de desenvolvimento sustentável: PEOPLE (pessoas), PLANET, (planeta) PROFIT (lucro). Que é necessário garantir a qualidade de vida dos seres humanos hoje, conservando os recursos do meio-ambiente de uma maneira viável economicamente para que haja um amanhã. Resumindo, “não é preciso abrir mão do econômico, mas incluir e integrar as dimensões sociais e ambientais em todas as decisões de negócio”.

Descobrimos os nossos erros. A conseqüência dos nossos atos de consumo exacerbados, da nossa responsabilidade nas nossas escolhas e nos nossos hábitos. Pois vivemos em um sistema orgânico e estamos todos inter-ligados. E o nosso crescimento (econômico), não significa nosso desenvolvimento (social e humano).

E assim, falamos de soluções. De como pequenos atos fazem a diferença, por mais ingênuo que isso possa parecer. Que embora governo e iniciativa privada tenham um grande papel nessa mudança, nós não podemos mais delegar as nossas responsabilidades em tornar o mundo um pouco melhor.

O Banco Real já iniciou a parte dele, compartilhando informações, refletindo novas atitudes e engajando-se. Agora chegou a nossa vez… O Banco continuará oferecendo essas oficinas de sustentabilidade para todo o público. Inscreva-se e participe.

Obs.: Não quis fazer desse texto uma propaganda ao Banco, incluindo o Espaço Real de Práticas em Sustentabilidade, do qual essa oficina de que participei faz parte. Mas recomendo acessar o site deles e dar uma olhada em todos os projetos nos quais eles estão envolvidos. Estou quase mudando o meu banco…

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