Maio 15, 2008
Para minha surpresa, o post passado teve grande procura. E embora muita gente esteja começando a se interessar pelo assunto, parece que poucas marcas têm se envolvido na questão.
Encontrei muitas marcas que até disponibilizam essas sacolas, mas ainda não colocaram em prática projetos mais amplos de sustentabilidade. Pois todo mundo pode usar as sacolas de feira ou a própria mochila, sem precisar gastar mais de 100 reais em uma bolsa orgânica “eco-chic”.
Crítica a parte, segue a nova lista de locais em que você pode encontrar a sua eco-bolsa:
Essenciais do Brasil: além de bolsas de algodão orgânico a 14,95, você ainda pode encontrar acessórios, papelaria, bebidas entre outros produtos feitos de materiais naturais e orgânico.
Associação Mudaréu: criada para promover o desenvolvimento e a inclusão social de grupos de produtores artesanais, atualmente ela sobrevive também com a venda dos produtos, como a sacola de fibra produzida pelas comunidades.
mamba atelier: vende acessórios feitos à mão. E entre as inúmeras bolsas fofas artesanais, você pode encontrar uma para usar como sacola de compras. Dá pra comprar pela internet e o valor varia conforme o modelo.
Mais listas aqui e aqui.
PS: Agradecimento especial à Elisa pelas dicas.
Março 27, 2008

Cada um tem sua própria razão para ter se tornado vegetariano. Desde razões de saúde, defesa no direito animal, até questões religiosas. Pois o fator ambiental tem sido um dos principais para fazer muitos repensarem seus hábitos e contribuírem para a onda verde.
Mas o que o consumo de carne tem a ver com o aquecimento global? Pois bem, a criação de gado é responsável por quase um quinto das emissões de gases do efeito estufa e mesmo com toda a onda do vegetarianismo, a FAO (Food and Agriculture Organisation) estima que a produção mundial de carne e produtos lácteos vai mais do que dobrar nos próximos 40 anos.
Além disso, a criação de animais é uma forma muito ineficiente de produzir alimentos. Comprando, é necessário cerca de 7 quilos de grama para gerar 1 quilo de bife, 4 kilos de ração para um quilo de carne de porco, e mais, um oitavo de toda a água do mundo e um terço de toda a terra utilizável para plantio é destinada à produção de alimentos para a pecuária.
E a voracidade dessa indústria apenas cresce, já que áreas inteiras de florestas tropicais continuam a ser destruídas para atender à demanda do consumo de carne. No Brasil, estima-se que uma área equivalente ao Estado de Minas Gerais foi desmatada para alimentar o gado.
Estudos recentes da Sociedade Vegetariana do Reino Unido indicam que uma pessoa vivendo sob dieta vegetariana necessita de menos da metade de área de cultivo do que alguém que vive em uma dieta normal.
Se você acha difícil parar de vez de comer carne, tente diminuir o consumo, ao invés de todos os dias, tente comer apenas 3 vezes por semana. A sua saúde e a natureza agradecem…
Fonte:
The Guardian | Pledge to eat less meat
Época| Parar de comer carne pode salvar a Amazônia?
Fevereiro 18, 2008
Precisamos reatar nossa ligação com as pessoas.
Precisamos parar a máquina desse sistema, ou faze-la retornar a algum ponto não muito distante. Quando a rotina ainda não nos impelia a viver com pressa, na agitação da produção, do trânsito, das pessoas.
Quando pensar racionalmente significava pensar nas conseqüências dos nossos atos e seguir nossa consciência ao invés de ignorá-la. E quando a preocupação pela própria sobrevivência ainda não era muito maior do que pela sobrevivência de um planeta.
Fechamos os olhos para o amanhã, porque vivemos no hoje. E hoje, bem ou mal, ainda respiramos, temos água e comida, o lixeiro ainda vem à nossa porta esvaziar todo o lixo que produzimos. Nos enganamos e dormimos tranqüilos.
Mas estamos nos desconectando pouco a pouco. Nos nossos relacionamentos, cada vez mais virtuais, nas nossas rotinas, cada vez menos afetuosas. Quando começamos a esquecer a importância do ambiente em que vivemos, começamos também a esquecer quem somos, parte integrante de um grande ecossistema.
Não encontraremos o equilíbrio em nossas vidas enquanto não incluirmos o fator “verde” em nossa lista de relacionamentos. Os maiores gênios do mundo, os que encontraram grandes respostas para suas vidas e ficaram para a posteridade, foram também aqueles que souberam enxergar a natureza e viver de maneira harmônica, compreendendo as suas sutilezas. Da Vinci, Gaudí, pequenos exemplos de grandes homens que entenderam o que está ao seu redor e transformaram em obra de arte.
Se nossa sociedade não sobrevive sem um sistema econômico, tampouco sobreviverá sem um sistema ecológico sadio. Mas quem disse que ambos não podem sobreviver juntos?
Fevereiro 1, 2008

Cuidar. Foi essa a principal lição que os 31 participantes da oficina aprenderam. Cuidar dos outros, do planeta, mas também do lucro. Lucro? Sim, pois afinal, vivemos em uma sociedade capitalista, e um projeto insustentável economicamente, não poderá seguir em frente.
Aprendemos que equilíbrio é uma outra palavra-chave. O equilíbrio entre os 3 P’s do Triple Bottom Line, base do conceito de desenvolvimento sustentável: PEOPLE (pessoas), PLANET, (planeta) PROFIT (lucro). Que é necessário garantir a qualidade de vida dos seres humanos hoje, conservando os recursos do meio-ambiente de uma maneira viável economicamente para que haja um amanhã. Resumindo, “não é preciso abrir mão do econômico, mas incluir e integrar as dimensões sociais e ambientais em todas as decisões de negócio”.
Descobrimos os nossos erros. A conseqüência dos nossos atos de consumo exacerbados, da nossa responsabilidade nas nossas escolhas e nos nossos hábitos. Pois vivemos em um sistema orgânico e estamos todos inter-ligados. E o nosso crescimento (econômico), não significa nosso desenvolvimento (social e humano).
E assim, falamos de soluções. De como pequenos atos fazem a diferença, por mais ingênuo que isso possa parecer. Que embora governo e iniciativa privada tenham um grande papel nessa mudança, nós não podemos mais delegar as nossas responsabilidades em tornar o mundo um pouco melhor.
O Banco Real já iniciou a parte dele, compartilhando informações, refletindo novas atitudes e engajando-se. Agora chegou a nossa vez… O Banco continuará oferecendo essas oficinas de sustentabilidade para todo o público. Inscreva-se e participe.
Obs.: Não quis fazer desse texto uma propaganda ao Banco, incluindo o Espaço Real de Práticas em Sustentabilidade, do qual essa oficina de que participei faz parte. Mas recomendo acessar o site deles e dar uma olhada em todos os projetos nos quais eles estão envolvidos. Estou quase mudando o meu banco…
Janeiro 29, 2008

Texto sensacional do Jabor:
“O petróleo move o mundo: faz o Bush atacar o Iraque, cria o Osama, arma o Chávez. O petróleo é energia e morte para a vida, ao mesmo tempo berço e túmulo. Nos dá conforto e nos envenena.
Achávamos que o mundo acabaria em guerra nuclear. Agora, pode acabar sufocado e derretido. E diante dessa tragédia, como reagimos?
Muitos pensam: ‘é exagero desses ecologistas chatos. Não acredito: a ciência vai achar uma solução’. Ou então, o contrário: ‘esses cientistas são uns idiotas, é mentira’. Ou: ‘Temos de cuidar do presente, o futuro a Deus pertence! Não podemos parar a produção e causar desemprego!’
Ou: ainda: ‘Ah, eu não quero nem saber. Sabe o que mais? Dane-se. Até lá, eu já morri‘
É isso. E o tragicômico é que nos referimos aos problemas ambientais como sendo uma ‘ameaça a natureza’. Que nada! A natureza não esta nem aí. Já morreu dinossauro, já houve idade do gelo, chuva de asteróides, e a natureza continua numa boa.
Quem vai acabar é a raça humana. A natureza está pouco se lixando para nós.”